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Mas como ter acesso aos alimentos orgânicos?



Provavelmente você já viu alguns alimentos no mercado com um selo orgânico, mas os preços desses produtos comparados aos convencionais chegam a ser 270% mais caros, dificultando o consumo em massa. Mas de acordo com o diretor comercial da Korin, Edson Shiguemoto: “o preço é um limitador, mas isso ocorre por falta de escala na produção. Com mais vendas, vamos conseguir reduzir os valores cobrados”. Assim, além de valorizar a produção local e a autonomia do produtor, as feiras orgânicas são espaços que disponibilizam alimentos saudáveis com qualidade, incluindo troca de experiências, lazer e debates.

Quer dizer então que as feiras apenas reuniram os produtos caros em um lugar só? A boa notícia é que um levantamento da Rede Brasileira de Grupos de Consumo Responsável mostrou que a mesma cesta de orgânicos é 50% mais barata em feiras especializadas do que nos supermercados, além da pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em 2010, afirmando que em comparação com as feiras, os preços diferenciam em até 463%, um acumulo da mesma porcentagem referente à sua saúde.

Mas esses espaços precisam estar perto do consumidor, certo? Sendo assim, o Idec idealizou o Mapa de Feiras Orgânicas: uma ferramenta de busca rápida, onde é possível conferir qual a feira mais próxima de você, bem como os horários de funcionamento e quais produtos são vendidos especialmente no local, além de mostrar quais são os legumes, verduras e frutas da estação na sua região!



Além de comparecer as feiras, existem outras maneiras de você ficar mais próximo do produtor. Uma delas é participar de grupos de consumo responsável ou da rede Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA). O primeiro diz respeito a uma plataforma online com o objetivo de reunir informações que permitam ás pessoas entender as relações de produção e intervir em seu cenário. Ali, será possível encontrar um mapa localizando iniciativas do consumo responsável, um canal de notícias sobre economia solidária, agroecologia, práticas socioambientais nas cidades, entre outros, e a biblioteca com conteúdos aprofundados especialmente para estudantes, pesquisadores, professores e meios de comunicação.



Portanto, o acesso aos produtos orgânicos ainda é limitado, levando em conta o modelo de desenvolvimento socioeconômico atual, o qual está baseado no consumismo, e não em um estilo de vida saudável. Assim, existem meios que possibilitam a mudança desse cenário, como a conscientização e atitude de consumir mais orgânicos por meio da participação nas feiras especializadas, além de ajudar e apoiar pequenos projetos agroecológicos com informações disponibilizadas pelos portais do Inep e da CSA. Com tais atitudes, promoveremos juntos a consciência e o consumo sustentável.


Por Nathalia Pinheiro

 
 
 

1 Comment


LishieFire
LishieFire
Aug 29, 2020

Hmm, interessante!

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